sábado, 29 de maio de 2010

COMO IDENTIFICAR AS DIFICULDADES DE LEITURA EM ALUNOS DE 4º E 5º ANOS DAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

Rosimeiry Ribeiro de Souza

Vários profissionais ligados á Educação, tais como, professores, psicólogos, psicopedagogos, fonoaudiólogos e os veículos da mídia têm-se voltados, principalmente nos últimos anos, para os processos que identificam as dificuldades de leitura em crianças, a dislexia.
A dislexia resulta de um processo de dificuldade aquisitiva de leitura, incapacidade de compreensão do que se lê, nessas condições, a criança consegue ler, contudo sentem fadiga e sensações desagradáveis pela falta de assimilação do texto, apresentando um déficit de reconhecimento do mesmo. É importante a identificação precoce desta deficiência, pois quanto antes identificado o problema melhor a aplicação do tratamento.
O transtorno de desenvolvimento da leitura manifesta-se através de uma leitura oral lenta, com bloqueios, omissões, interrupções, distorções, correções e substituições de palavras. A identificação da dislexia costuma acontecer na observação de crianças em torno dos sete anos de idade, geralmente na primeira fase do ensino fundamental. As crianças em que são detectados os problemas entre os 5 ou 6 anos de idade compensa as faltas de aprendizagem mais rapidamente, considerando que encontram-se em uma faixa etária propícia para a aquisição de conhecimentos e que terão uma menor lacuna a repor do que aquelas que as dificuldades só são observadas ou 5 anos após o processo de leitura prejudicado.
A solução destes tipos de transtornos depende da gravidade da situação, tendo em vista, que se for um caso leve, de identificação em primeira fase, a intervenção é suficiente para a superação do problema, não restando sequelas na idade adulta. Contudo, se for um caso mais grave, sem rápida observação, é possível que ocorram manifestações posteriores mesmo com aplicação do tratamento.
Dificuldades no campo da dislexia quando não tratadas e sendo apresentadas com frequência, tendem a gerar comportamentos negativos, causando algumas vezes, inquietações e ate perturbações.
A deficiência mental, a baixa ou inadequada escolarização e os déficits sensoriais não devem ser caracterizados como diagnósticos de transtorno do desenvolvimento leitor. Alguns critérios de diagnósticos da dislexia foram introduzidos por Stanovich (1992) como rendimento não satisfatório em provas padronizadas de leitura e alteração como fator de interferência significativa nas aprendizagens acadêmicas ou em atividades da vida cotidiana de requererem a habilidade leitora, não se devendo essa alteração, a um defeito de acuidade visual ou auditiva, nem qualquer transtorno neurológico.
Na identificação de problemas relacionados a dificuldades de aquisição da leitura são fundamentais as observações de fatores etiológicos, neuropsicológicos, psicomotores e sensoriais, cognitivos e de linguagem. Esses fatores interferem diretamente na identificação do disléxico através da observação de problemas de linguagem de base em sala de aula.
Identificar as deficiências de leitura é de suma importância, pois ao detectar o quanto antes fica mais fácil criar métodos eficazes para auxiliar as crianças que apresentam tais problemas.
A maioria das crianças que apresentam dislexia começa a falar tardiamente, podem ser identificadas essas deficiências quando não conseguem ou sentem dificuldades ao utilizar estratégias fonológicas para ler e escrever palavras desconhecidas ou longas.
Os distúrbios de linguagem envolvem fracasso na leitura, problemas de sintaxe, deficiências fonológicas que prejudicam o desenvolvimento escolar afetando até mesmo a motivação da criança.
Os professores podem avaliar ou identificar estes distúrbios utilizando tarefas com rimas para ver se os alunos conseguem realizar analogias exercitando o som (pronúncia) e ortografia (escrita), a leitura por si só já é um mecanismo de analise onde se percebe fluidez, clareza, segurança ou dificuldades, empecilhos...
Podem ser realizados testes para avaliar essa fonologia pedindo aos alunos que forneçam palavras que rimem com uma palavra chave proposta ou ainda que forneçam palavras derivadas de uma palavra X (Rimas: viver, correr, parecer... Derivadas: dente – dentinho, dentada, dentadura) estimulando a memória e o vocabulário que cada individuo possui, podemos identificar crianças que apresentam insuficiência em testes envolvendo memória de curto prazo e também em longo prazo.
Outra forma de identificar esse problema em sala de aula é pela comparação da leitura ou atitudes leitoras de crianças que não apresentam dificuldades cuja leitura é rápida, clara, com ritmo, fluidez e mesmo diante de palavras não familiares elas fazem uma pausa, mas por fim conseguem ler em oposição as que sofrem distúrbios que apresentam leitura não clara, muito lenta, lendo soletrando, confundindo e trocando algumas letras, fazendo pausas mais longas, com tom de voz baixo, trêmulo, angustiado ou ainda “lendo” tão velozmente embaralhando as palavras anteriores com as seguintes, ou pulando palavras, “engolindo” letras. Até mesmo em condições de fala espontânea falam “F” em lugar de “V” (fida em vez de vida) ou “T” em vez de “C” (patote em vez de pacote), um caso comum fala de “cebolinha” (clalo x claro) ou ainda confunde letras parecidas “p, q, b, d”.
Outra opção para identificar alunos que apresentam dificuldades de leitura, quando é proposta uma atividade de paráfrase, ou seja, recontar o texto com suas próprias palavras (testando habilidades de memória: entendimento, organização e competência linguística), pois alguns alunos não apresentam dificuldade em ler, pronunciar, mas eles decodificam sem obter nenhuma extração de sentido daquilo que estão lendo.
Outro aspecto a ser observado é se ao ler o aluno respeita as pontuações, se ao utilizar entonação em voz alta, também lembrando da importância da leitura silenciosa ir tendo o contato com o texto e pode fazer inferências.
Sabe-se que, os professores podem detectar os distúrbios de leitura se atentar para os aspectos fonológicos, semânticos, sintáticos que ocasionam dificuldades no desempenho da aquisição da leitura.

Nenhum comentário:

Postar um comentário